Testemunho: perdi um filho...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017



Quase toda mulher sonha em ter um filho e comigo não foi diferente. Apesar de resolver ter um filho já com 30 anos, vi meu sonho se concretizar. Minha barriga foi crescendo e eu fazendo todos os exames certinho, indo ao médico, fazendo pré natal, tudo nos conformes.

Um dia, quase no nono mês de gravidez, senti uma fisgada na barriga...e depois de um tempo não senti meu bebê se mexer. Eu era mãe de primeira viagem, não tinha quem me aconselhasse, como não estava me sentindo mal, esperei dois dias para ir ao médico.

Quando a doutora foi ouvir o coração do bebê não conseguiu. Ela começou a ficar nervosa e me encaminhou a um ultrassom de emergência. Nesse ultrassom foi detectado que o bebê estava morto. A fisgada foi que ele se enroscou no cordão umbilical e acabou sufocado. Eu senti o chão se abrindo, a dor só quem perdeu um filho sabe...apesar de nunca ter me revoltado contra Deus eu não entendia o porquê daquilo.

Na verdade, até hoje eu não sei o porquê, mas Deus me deu outro filho. Depois de seis meses eu engravidei novamente.

Meu filho hoje tem 14 anos e é uma benção na minha vida. É um garoto bonito, calmo, inteligente, amoroso, enfim, o filho que eu tanto pedi a Deus.

A experiência que eu passei foi muito dura, mas eu não culpo Deus ou quem quer que seja, pelo que aconteceu, pra mim foi uma fatalidade. Eu poderia ter ido no médico no mesmo dia e a criança não ter sobrevivido da mesma maneira.

Eu não sei o porquê e não me interessa saber, o que eu sei é que Deus sabe e sou grata a Ele por ter realizado meu sonho de hoje ter meu outro filho comigo. Às vezes penso naquele que se foi sim...mas penso que ele está no céu, com Jesus, sendo cuidado e amado por Ele e isso me consola.

Na vida sempre haverá um tipo de perda, não se prenda nisso, procure ver as bênçãos, aquilo que é bom e não o que é ruim.

E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor. Jó 1:21

Autora do texto: Wilma Banegas
 

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